sábado, 5 de novembro de 2011

Filhos das sombras - parte 1



Estávamos em uma missão importante: matar o comandante das tropas invasoras, mais conhecido como Gannus, a inteligência de Naax que por anos tentou em vão matar ele de todas as formas finalmente tinha a localização do maldito e um plano, mobilizaram seus dois melhores assassinos para tal feito, nossos nomes foram escolhidos pelo próprio potentado Victor que disse em conferência:
- E uma missão delicada que exige nossos melhores homens, e não conheço nomes melhores do que Helen e Proudstar.
Quero ambos nessa missão e não aceito outro resultado que não seja a morte de Gannus, confio em vocês pra darmos um fim a essa guerra...
Proudstar e eu éramos assassinos classe alpha do governo, quando algo saía do controle eu ou ele éramos acionados para “resolver” o problema, qualquer que fosse o problema.
Mas dessa vez era diferente, ambos fomos convocados para a mesma missão, era conhecido por todos que existia uma grande rivalidade entre nós, sempre disputamos para saber quem era o melhor, pelo menos era o que queríamos passar para a grande maioria, mas na verdade éramos amantes há muito tempo e sonhávamos em sair daquela vida para viver a nossa, era nosso sonho, mas assassinos não tinham direito a sonhar, e aprendemos isso nessa missão da forma mais cruel.
Era noite, mas não uma noite qualquer era a noite do alinhamento das três luas. Uma noite que durava cinco dias que era conhecida como a semana das sombras, pelo motivo óbvio e claro, existiam muitas festividades durante essa semana, de culto aos mortos e reverência aos antigos deuses, tolices sem sentido, mas mesmo para céticos eram dias assustadores e até místicos.
Estávamos bem próximo da Fortaleza Oca, uma aberrante e gigante fortaleza viva criada com a chegada dos invasores, o ataque seria na hora mais escura do segundo dia das trevas, quando o ápice da escuridão reinaria e nossos “dotes” teriam o melhor uso.
- Confesso que estou nervoso, Helen, já passamos por muita coisa ruim nessa guerra, mas invadir a base deles é suicídio, assim como todo mundo eu quero o fim dessa guerra e daria a minha vida por isso, mas essa missão é loucura.
- A inteligência afirmou que a base deles está com pouca segurança e que não vamos ter uma chance melhor de invadir esse lugar maldito e...
- CONVERSA FIADA, pura conversa fiada, quando foi que essa inteligência de merda teve razão ou acertou algo? 
Mandaram os melhores assassinos de Naax para a morte certa, e eu nem sei o motivo...
- Concordo com você Proud, mas não temos escolha...
- Esse sempre foi o nosso problema Helen, nunca tivemos escolha em nada nessa vida maldita, nunca...
Algo se aproximava. 
Uma patrulha de andarilhos aranha, essas coisas sempre andavam em um grupo de três porque eram ligados mentalmente uns aos outros, um como mente e os outros dois como corpo, pelo menos era o que a inteligência afirmava, mas pela experiência que ganhamos nos anos de guerra  pelo menos nisso eles tinham razão, bastava matar o líder ou o de mente mais forte entre os três que os demais ficavam inoperantes e vítimas fáceis.
Proudstar era mestre em matar essas aranhas ele sempre sabia qual matar, só havia o silêncio e a escuridão da noite das sombras, as aranhas andavam pelo pequeno caminho falando algo no idioma delas, o fedor de seus corpos amaldiçoados era sempre terrível, eu estava de um lado do pequeno caminho e Proudstar do outro.
As aranhas passavam lentamente olhando para todos os lados, então um forte vento passa uivando entre as aranhas tornando seu fedor anda mais terrível, elas cobrem seus olhos da poeira, não se escuta nada além do som do vento e de folhas secas no ar, um rápido salto, um golpe certeiro no pescoço, um pequeno gemido de morte seguido por um esguicho de sangue negro e podre da aranha, uma cabeça a menos...
As duas aranhas restantes ficam paralisadas sem saber o que fazer, não me demoro e arranco suas cabeças fora com dois golpes pondo fim a patrulha delas.
O fedor que já era forte fica em vias do insuportável, como aquelas coisas se aguentavam era um mistério, mas os anos em guerra já haviam nos tornado imunes aos vômitos que  causavam em soldados mais verdes de sangue.
- Você tem que me ensinar como sempre acerta qual delas matar, seu maldito.
- Claro que não, se eu ensinar vou perder nossa disputa sua tolinha.
- Eu sempre fui melhor do que você seu idiota e você sabe disso.
- Morrerei negando isso...
Beijamo-nos rapidamente e voltamos a nos esconder, e esperar. 
A maior virtude de um assassino é a paciência, esperamos por horas sem dizer uma única palavra, esperamos pelo momento certo de agir. .
Então, finalmente vemos Gannus entrando na fortaleza cercado por guardas, Gannus era um gigante com um colar de crânios ao redor do pescoço, já tínhamos o visto em combate e sinceramente eu não teria coragem de encarar aquele monstro abertamente. 
O fato era que chegou a hora, só deveríamos esperar a troca de guarda e invadir, o traje que usávamos garantia invisibilidade à olhos desatentos e nossas técnicas com espadas e facas garantiam que nada em nosso caminho sobreviveria caso fossemos descobertos.
Duas horas depois da chegada de Gannus, houve a troca de guarda, o relógio marcava 13:50 da tarde, mas eu jamais havia estado em um breu tão grande, apesar da iluminação da base a noite parecia consumir toda fonte de luz que existia, era a nossa chance, nosso momento, viver para matar e matar para viver esse era o nosso lema, olhamos um para o outro e trocamos um beijo, um beijo doce e quente, nosso ultimo beijo...
- Vamos acabar com essa guerra, minha amada, vamos reescrever a história, vamos ser eternos...
- Ou pelo menos morrer tentando, meu amor – Falei.
Corremos como o vento por entre as poucas árvores que restavam, duas sombras em busca de sangue e levando morte, dois grupos de guardas humanóides protegiam o lado leste da fortaleza. Chamá-los de humanóides era elogiar demais, eram coisas que lembravam humanos de longe. Não houve tempo para luta ou gritos, nós não éramos assassinos classe alpha à toa, éramos o melhor e tínhamos uma missão, e essa missão ia cobrar o sangue de muitos nessa noite.
Entramos pela entrada leste e lentamente, seguindo um longo corredor, chegamos a uma antecâmara. Haviam dois gigantes com vários olhos e pranchetas na mão verificando algo que lembrava um casulo dentro da base - cientistas, pensei -  logo saíram, mal sabem que escaparam da morte certa, deve ser o dia de sorte deles, pensei.
De acordo com a inteligência, Gannus fica em uma sala com um grande trono feito de caveiras humanas, eu  não havia entendido como haviam conseguido essa informação, duvido muito que qualquer outro que não fosse eu ou Proudstar teria alguma chance de entrar aqui e sair desse lugar vivo para reportar a alguém, tudo estava ocorrendo como o planejado e isso me assustava mais do que estar dentro da toca do lobo. Mas ao prosseguir achamos o maldito lugar, não era apenas o trono que era feito de ossos humanos, mas sim todo o chão, a maldita fortaleza estava em cima de um cemitério de humanos, centenas, milhares deles uma cena odiosa, mas eu tinha que me conter. Proudstar estava tão enojado quanto eu, mas o que importava era a missão, matar o desgraçado responsável pela morte de tantos e terminar aquela guerra.
Continuamos entrando na grande sala, ao fundo uma luz e ouvíamos  algumas criaturas falando algo à Gannus que estava de costas para nós gesticulava e dando golpes em uma mesa, era perfeito demais, não haveria falha eu vi isso nos olhos de Proudstar e tinha comigo a mesma certeza, mas algo estava errado. Acho que a vontade de terminar com aquilo havia nos cegado, no mundo dos assassinos nada nunca é perfeito demais, não existem planos que funcionem sempre como o planejado. E lá estava o líder do exercito inimigo de costas para os maiores assassinos de Naax esperando o golpe que daria cabo de sua vida.
Não houve tempo para confabular, perfeito ou não algo seria feito e partimos ao ataque que culminaria na morte de Gannus; corremos sem fazer nenhum som mesmo tendo sob os pés milhões de ossos. Eu com minhas duas espadas e Proudstar com sua Katana e faca...
Um golpe preciso no coração da criatura foi desferido por Proudstar eu cortei a cabeça e um dos braços, o gigante caiu sem dar um único grito de dor, as criaturas que o cercavam estavam boquiabertas com o que viram, Gannus morreu, mas não havia tempo a perder e massacramos todos na sala, ninguém teve tempo de reagir ou correr, em poucos minutos entre gritos de horror e dor estavam todos mortos.
- Acabou, Helen?
- Eu acho... Que acabou...
- Mas como pode ter sido assim tão fácil?
- Não temos tempo pra pensar nisso, logo aqui vai estar cheio de guardas, vamos embora rápido...
- BRAVO, BRAVÍSSIMO, SIMPLESMENTE PERFEITO.
Palmas se seguiram a voz forte e rouca, um sorriso hediondo se seguiu, então mais uma vez ele fala.
- EU NÃO PODERIA TER MELHORES SOLDADOS EM MINHA TROPA, VEJAM ISSO SEUS INÚTEIS, APENAS DOIS HUMANOS INVADIRAM NOSSA FORTALEZA ME “MATARAM” E SAIRIAM ILESOS, E NENHUM ALARME SEQUER FOI ACIONADO...
- Quem diabos é você? – Falei.
- Apareça e morra desgraçado. – falou Proudstar.
- HAHAHAHAHAHAHA, QUEM PODERIA SER ALÉM DO GRANDE GANNUS, AH, CLARO, VOCÊS ME MATARAM BEM ALI. MAS ME DIGAM, POR ALGUM MINUTO ACHARAM QUE SERIA ASSIM TÃO SIMPLES ME MATAR?
- POIS BEM DESSA VEZ EU DAREI A CHANCE A VOCÊS DE FATO, CADA UM VAI PODER DESFERIR SEU MELHOR GOLPE E QUEM SABE ACABAR COM A GUERRA. NÃO É MESMO?
O gigante sai das sombras cercado por aranhas de elite com carapuças de aço, seu corpo é negro e lembra uma armadura medieval, não vejo locais onde atacar e como se não houvesse falhas em sua proteção, desligamos a invisibilidade e o encaramos.
- VOU DAR UMA DICA, HUMANOS, A MINHA CABEÇA É O PONTO MAIS VULNERÁVEL DO MEU CORPO, SEI QUE COMO ASSASSINOS CLASSE ALPHA JÁ DEVEM TER NOTADO QUE NÃO VAI ADIANTAR ATACAR MEU CORPO COM ESSAS ARMAS QUE USAM, ENTÃO O QUE ESTÃO ESPERANDO, NÃO TENHO A NOITE TODA, ATAQUEM...
Olhamos um para o outro, os olhos e as orelhas, eram os únicos locais onde desferir um golpe, seguramos as nossas armas com força e partimos. Rápidos como um raio, levando em nossos passos a morte, viver para matar e matar para viver, esse era o nosso lema...
Dois golpes foram desferidos sem que Gannus desse um único passo, um certeiro nos olhos e o outro dentro de sua orelha; nenhuma gota de sangue, sequer arranhamos a criatura. Caímos para trás sem saber o que fazer...
- BOM AGORA QUE ACABARAM É A MINHA VEZ DE BRINCAR...
Com uma velocidade absurda, até mesmo para nós dois, ele nos jogou contra a parede de ossos quebrando as minhas pernas e perfurando o pulmão de Proudstar, estávamos mortos, pensei.
- HELENNNNNNNNNNNN...
- PROUD, AAAAAHHHHHHHHHHHH...
Com as pernas quebradas tentei me arrastar para perto de Proudstar que estava ofegando na parede, havia muito sangue saindo pela perfuração e da boca...
- Meu amor não morra, eu estou indo...
- AH O AMOR, QUE BELO SENTIMENTO ESSE, É TÃO DOCE, TÃO PRAZEIROSO, TÃO HUMANO...
- Proud, estou indo não morra...
As risadas de Gannus ecoavam pela sala, eu tentava me arrastar para alcançar Proud, mas a dor era enorme, havíamos falhado, fomos prepotentes demais, fomos enviados a morte, Gannus sabia de nossa chegada alguém nos traiu...
- SIM, HUMANA, VOCÊS FORAM ENVIADOS A MIM, MAS NÃO PARA MORRER E SIM PARA VIVER, PORÉM, NÃO MAIS COMO HUMANOS E SIM COMO MEUS PRIMONATOS, MEUS GUARDAS DE ELITE...
- Prefiro a morte desgraçado, jamais vou servir algo tão odioso quanto você...
- VIVER PARA MATAR E MATAR PARA VIVER, NÃO É ESSE SEU LEMA? 
POIS VOCÊ VAI TER A SUA CHANCE DE ME MATAR NOVAMENTE MULHER, MAS EM UMA NOVA VIDA, HELEN, TANTO VOCÊ QUANTO O SEU AMADO TERÃO ESSA CHANCE EU PROMETO, MAS NÃO HOJE NEM AGORA...
- LEVEM AMBOS PARA EMILLY NO BERÇÁRIO, ELA SABE O QUE FAZER COM ELES.
 VEJO VOCÊS EM BREVE HUMANOS...
As aranhas pegaram a gente e nos jogaram dentro de um casulo com um líquido negro. 
Proudstar sangrava muito, mas eu sabia que seria assim, a vida de um assassino sempre termina em sangue, viver para matar, que forma idiota de levar a vida, eu sempre soube disso...
Mas nunca tivemos escolhas, com esse pensamento e os olhos voltados para o meu amado eu clamei para que a nossa morte fosse pelo menos rápida, o único luxo que um assassino pode se conceder, uma morte rápida e indolor...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Entre presas e aranhas...


- Aqui é o capitão Crixus do esquadrão Bravo, saiam com as mãos para cima ou serão mortos.
Naquele momento não havia muitas escolhas, estávamos eu e Stick cercados por soldados, tínhamos escapado por pouco de virar entulho junto com a ponte e de participar de um banquete em um pesadelo onde seriamos o prato principal, isso sem contar aquela coisa perseguindo a gente e agora mais essa.
- Por favor, não atirem, estamos saindo.
- Mas que porra... Uma mulher e uma criança?
Bradou o capitão.
- Por favor, não atirem...
Saímos do carro e o capitão no megafone repetiu que deveríamos manter as mãos na cabeça ou seriamos mortos, dois soldados foram até a gente e nos revistaram, olharam pra dentro do carro e fizeram sinal de que estava tudo limpo, e foram levando a gente até a barricada.
No meio do caminho...
Vemos uma enorme sombra negra no chão, olhamos para cima e pulamos pro lado a tempo de sair do caminho. Os dois soldados não tiveram a mesma sorte, um grande estrondo no chão e os dois, que nada puderam fazer, viraram uma pasta de sangue e vísceras no chão, era simplesmente impossível acreditar, mas a aranha continuava viva e seus olhos vermelhos e sua boca espumando de raiva estavam a poucos passos da gente...
- ESQUADRÃO ABRAM FOGOOOOOO...
Gritou o capitão no megafone.
Eu rolei para baixo do carro abraçando Stick e todos os soldados começaram a atirar contra a aranha que avançou contra eles, as pernas de aço bloqueavam os tiros de raios, e com um golpe ela derrubou a barricada e matou mais dois soldados;
- NADA NESSE MUNDO VAI ME IMPEDIR DE BEBER O SANGUE DESSES DESGRAÇADOS, HUMANOS IMUNDOS, NÓS SOMOS O FLAGELO...
- Merda como é que a gente sai dessa, Stick?
- Vem aqui pra trás Andresssa, rápido.
Peguei a arma do chão, da mão do que restou do soldado e fui para trás do carro com o Stick, a aranha continuava a bradar e se defender dos tiros, os soldados pareciam perdidos, pois mal conseguiam se defender, os disparos refletiam nas pernas da aranha e a criatura era absurdamente rápida, sabia bem como se defender. Cada golpe dela no chão fazia tudo tremer e os soldados que perdiam o equilíbrio fatalmente eram mortos, dado a velocidade daquela coisa.
- Andressa, atira na cabeça dele, ele tá de costas.
- Mas e se não funcionar ela vem pra cima da gente.
- Mais ela vai fazer isso logo que matar os soldados de qualquer jeito não? Atira logo...
Um grito de dor e um soldado é rasgado ao meio por uma das pernas da aranha, o capitão joga uma granada por baixo dela. Uma explosão de luzes e fogo que a joga pra trás e mais duas pernas dela voam longe, uma das pernas amassa um dos carros, por uns segundos a aranha fica grogue...
- AAAAAAAAAAAARGHHHHHHH...
- Atira Andressa, atira...
Faço a mira e aperto o gatilho, mas o tiro é forte demais e sou jogada para trás, a aranha se defende e com uma rapidez absurda se levanta novamente e parte pra cima da gente, aquele corpo aberrante de criança deformada misturado a uma aranha gigantesca vem em nossa direção com toda a fúria de uma criatura ferida de morte, mas ainda assim parecendo ter a mesma disposição do início, da um salto sobre o carro e fica na nossa frente. Seus olhos malignos que parecem brasas, seu corpo ensangüentado e ferido, o odor podre de sua carne me deixam simplesmente paralisada de medo.
- AGORA VOCÊS MORREM.
Ergue uma das patas e aponta pra gente sorrindo muito.
- MORRAM HUMANOS, MORRAM ESCÓRIA...
Abraço-me com Stick, esperando o golpe que vai levar nossas vidas e então escuto mais um tiro, um clarão na nossa frente, uma explosão, o odor de carne podre queimada...
O monstro silencia e cai de lado, o capitão deu um tiro certeiro na cabeça da criatura que finalmente cai morta expelindo aquele sangue fétido.
- Essa foi por pouco hein? Falou o capitão se aproximando.
Eu continuava abraçada com o Stick, ambos paralisados de medo. Será que aquela coisa morreu de fato dessa vez? Mas tudo o que víamos eram as pernas restantes se movendo um pouco.
O capitão para na nossa frente e retira a mascara, ele e um homem com os seus 40 anos e uma grande cicatriz negra na testa, então ele fala:
- Perdão por nosso começo ruim, sou o Capitão Crixus de Esthar, e esse é o meu pelotão bravo.
- Seu desgraçado começou a atirar mesmo comigo e com o Stick na mira, quase que somos mortos...
Sem responder, ele continuou:
- Agora voltando ao início, como diabos uma mulher e uma criança conseguiram sair vivos dessa cidade amaldiçoada?
- Nem a gente sabe capitão, nem a gente sabe. – Falou Stick.
- Vamos ter muito tempo para conversar, mas aqui não é o local apropriado, além de ser muito perigoso, mesmo sem a ponte essas criaturas chegariam aqui rapidamente, vamos voltar a base e reagrupar.
- Desde que a gente saia de perto dessa coisa, eu vou pra onde o senhor me levar - Falou Stick.
- Não se preocupe com ele, esse já voltou pro inferno de onde veio.
Voltamos para o nosso carro, acompanhados por dois soldados e seguimos o comboio deserto adentro.
Não me lembrei de perguntar ao Stick se estávamos no caminho certo para o rancho Vivian, mas desde que ficássemos longe daquela cidade estava perfeito para mim.
Alguns minutos após a nossa partida algo chegou junto ao que restava da aranha.
Tinha por volta de três metros, uma arma gigantesca que era um misto de machado medieval e um canhão nas costas, um colar de crânios humanos em volta do pescoço e duas figuras que lembravam sombras de longe, mas com formato de humanos com longos e afiados braços, um homem e uma mulher.
- UM FIM APROPRIADO PARA UM IDIOTA NÃO ACHAM? – Bradou o gigante sorrindo.
- Já não era sem tempo meu senhor negro, já não era sem tempo. Falou à criatura, que parecia ser uma mulher.
- Vamos seguir os humanos, meu senhor? – falou o homem?
- EU SIM, VOCÊS TÊM OUTRA MISSÃO, EM UM LUGAR CHAMADO VIVIAN.
- Quais as ordens Lord Gannus? Falaram ambos ao mesmo tempo.
- A MESMA ORDEM DE SEMPRE MAN – CHAN E RIN - CHAN, PERSEGUIR, DESTRUIR E MATAR QUALQUER COISA VIVA POR LÁ.
- Sua vontade é a nossa vontade meu senhor.
- AGORA SUMAM DA MINHA FRENTE, EU TENHO UM TIPO DE CAÇA MAIS ESPECIAL.
Com essas palavras o gigante seguiu seu caminho...