quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Entre presas e aranhas...


- Aqui é o capitão Crixus do esquadrão Bravo, saiam com as mãos para cima ou serão mortos.
Naquele momento não havia muitas escolhas, estávamos eu e Stick cercados por soldados, tínhamos escapado por pouco de virar entulho junto com a ponte e de participar de um banquete em um pesadelo onde seriamos o prato principal, isso sem contar aquela coisa perseguindo a gente e agora mais essa.
- Por favor, não atirem, estamos saindo.
- Mas que porra... Uma mulher e uma criança?
Bradou o capitão.
- Por favor, não atirem...
Saímos do carro e o capitão no megafone repetiu que deveríamos manter as mãos na cabeça ou seriamos mortos, dois soldados foram até a gente e nos revistaram, olharam pra dentro do carro e fizeram sinal de que estava tudo limpo, e foram levando a gente até a barricada.
No meio do caminho...
Vemos uma enorme sombra negra no chão, olhamos para cima e pulamos pro lado a tempo de sair do caminho. Os dois soldados não tiveram a mesma sorte, um grande estrondo no chão e os dois, que nada puderam fazer, viraram uma pasta de sangue e vísceras no chão, era simplesmente impossível acreditar, mas a aranha continuava viva e seus olhos vermelhos e sua boca espumando de raiva estavam a poucos passos da gente...
- ESQUADRÃO ABRAM FOGOOOOOO...
Gritou o capitão no megafone.
Eu rolei para baixo do carro abraçando Stick e todos os soldados começaram a atirar contra a aranha que avançou contra eles, as pernas de aço bloqueavam os tiros de raios, e com um golpe ela derrubou a barricada e matou mais dois soldados;
- NADA NESSE MUNDO VAI ME IMPEDIR DE BEBER O SANGUE DESSES DESGRAÇADOS, HUMANOS IMUNDOS, NÓS SOMOS O FLAGELO...
- Merda como é que a gente sai dessa, Stick?
- Vem aqui pra trás Andresssa, rápido.
Peguei a arma do chão, da mão do que restou do soldado e fui para trás do carro com o Stick, a aranha continuava a bradar e se defender dos tiros, os soldados pareciam perdidos, pois mal conseguiam se defender, os disparos refletiam nas pernas da aranha e a criatura era absurdamente rápida, sabia bem como se defender. Cada golpe dela no chão fazia tudo tremer e os soldados que perdiam o equilíbrio fatalmente eram mortos, dado a velocidade daquela coisa.
- Andressa, atira na cabeça dele, ele tá de costas.
- Mas e se não funcionar ela vem pra cima da gente.
- Mais ela vai fazer isso logo que matar os soldados de qualquer jeito não? Atira logo...
Um grito de dor e um soldado é rasgado ao meio por uma das pernas da aranha, o capitão joga uma granada por baixo dela. Uma explosão de luzes e fogo que a joga pra trás e mais duas pernas dela voam longe, uma das pernas amassa um dos carros, por uns segundos a aranha fica grogue...
- AAAAAAAAAAAARGHHHHHHH...
- Atira Andressa, atira...
Faço a mira e aperto o gatilho, mas o tiro é forte demais e sou jogada para trás, a aranha se defende e com uma rapidez absurda se levanta novamente e parte pra cima da gente, aquele corpo aberrante de criança deformada misturado a uma aranha gigantesca vem em nossa direção com toda a fúria de uma criatura ferida de morte, mas ainda assim parecendo ter a mesma disposição do início, da um salto sobre o carro e fica na nossa frente. Seus olhos malignos que parecem brasas, seu corpo ensangüentado e ferido, o odor podre de sua carne me deixam simplesmente paralisada de medo.
- AGORA VOCÊS MORREM.
Ergue uma das patas e aponta pra gente sorrindo muito.
- MORRAM HUMANOS, MORRAM ESCÓRIA...
Abraço-me com Stick, esperando o golpe que vai levar nossas vidas e então escuto mais um tiro, um clarão na nossa frente, uma explosão, o odor de carne podre queimada...
O monstro silencia e cai de lado, o capitão deu um tiro certeiro na cabeça da criatura que finalmente cai morta expelindo aquele sangue fétido.
- Essa foi por pouco hein? Falou o capitão se aproximando.
Eu continuava abraçada com o Stick, ambos paralisados de medo. Será que aquela coisa morreu de fato dessa vez? Mas tudo o que víamos eram as pernas restantes se movendo um pouco.
O capitão para na nossa frente e retira a mascara, ele e um homem com os seus 40 anos e uma grande cicatriz negra na testa, então ele fala:
- Perdão por nosso começo ruim, sou o Capitão Crixus de Esthar, e esse é o meu pelotão bravo.
- Seu desgraçado começou a atirar mesmo comigo e com o Stick na mira, quase que somos mortos...
Sem responder, ele continuou:
- Agora voltando ao início, como diabos uma mulher e uma criança conseguiram sair vivos dessa cidade amaldiçoada?
- Nem a gente sabe capitão, nem a gente sabe. – Falou Stick.
- Vamos ter muito tempo para conversar, mas aqui não é o local apropriado, além de ser muito perigoso, mesmo sem a ponte essas criaturas chegariam aqui rapidamente, vamos voltar a base e reagrupar.
- Desde que a gente saia de perto dessa coisa, eu vou pra onde o senhor me levar - Falou Stick.
- Não se preocupe com ele, esse já voltou pro inferno de onde veio.
Voltamos para o nosso carro, acompanhados por dois soldados e seguimos o comboio deserto adentro.
Não me lembrei de perguntar ao Stick se estávamos no caminho certo para o rancho Vivian, mas desde que ficássemos longe daquela cidade estava perfeito para mim.
Alguns minutos após a nossa partida algo chegou junto ao que restava da aranha.
Tinha por volta de três metros, uma arma gigantesca que era um misto de machado medieval e um canhão nas costas, um colar de crânios humanos em volta do pescoço e duas figuras que lembravam sombras de longe, mas com formato de humanos com longos e afiados braços, um homem e uma mulher.
- UM FIM APROPRIADO PARA UM IDIOTA NÃO ACHAM? – Bradou o gigante sorrindo.
- Já não era sem tempo meu senhor negro, já não era sem tempo. Falou à criatura, que parecia ser uma mulher.
- Vamos seguir os humanos, meu senhor? – falou o homem?
- EU SIM, VOCÊS TÊM OUTRA MISSÃO, EM UM LUGAR CHAMADO VIVIAN.
- Quais as ordens Lord Gannus? Falaram ambos ao mesmo tempo.
- A MESMA ORDEM DE SEMPRE MAN – CHAN E RIN - CHAN, PERSEGUIR, DESTRUIR E MATAR QUALQUER COISA VIVA POR LÁ.
- Sua vontade é a nossa vontade meu senhor.
- AGORA SUMAM DA MINHA FRENTE, EU TENHO UM TIPO DE CAÇA MAIS ESPECIAL.
Com essas palavras o gigante seguiu seu caminho... 

2 comentários:

  1. Carai vei, uma boa historia hein, eu so fico p da vida por vc nao pensar em escrever um livro, vc tem talento :)

    ResponderExcluir