Como se expressa em palavras o que se sente?
Andei pensando muito sobre isso ultimamente, tipo como eu
posso escrever e passar o que sinto por umas poucas e simples palavras, sem ser
pedante demais (Já que os poucos contatos que ainda tenho assim me julgam) e
sem querer tentar passar que eu estou bem é a vida e linda?
Não, a vida não vai bem, sinceramente, eu diria que a vida
vai tão bem quanto um tratamento de canal em um dente inflamado, então a grande
pergunta, quem se importa se a minha vida vai tão mal?
A resposta e sempre simples, direta e cruel, NINGUÉM LIGA.
Já tentou conversar com uma pessoa sobre algum problema seu e
tudo o que se consegue e ouvir de quem se prestou a te “ouvir” comentar sobre o
quanto a vida dela e pior do que a sua?
Não estou reclamando, estou apenas constatando uma verdade,
ninguém quer ouvir os nossos problemas, ninguém tem tempo, saco, paciência ou
um pouco de interesse em ajudar.
Não digo que um simples conselho não seria legal, nem é o
caso, bastava ouvir, bastava se interessar um pouco sei lá...
A vida anda estranha, cheguei a um ponto de que se por um
lado estou progredindo por outro eu estou se não regredindo eu diria que ando
totalmente alheio, sem amigos, sem ficantes, sem colegas de verdade, sem ter
com quem beber uma simples cerveja e comentar sobre o tempo.
Tudo o que tenho e um punhado de conhecidos de onde eu trabalho
com os quais eu não tenho nada além do mais restritivo contato que um ser
humano pode ter com outro ser humano, contato profissional.
Por outro lado temos a internet, o maravilhoso mundo da
internet, tantos amigos, tantos sorrisos, tanta gente perfeita e de bem com a
vida...
E interessante o quanto isso me soa falso e vazio, já tentei
estabelecer conversas mais profundas e sinceramente já desisti...
Ontem durante uma reunião de família planejada por minha mãe
sem o meu conhecimento prévio, fiquei sentado observando, pessoas rindo,
bebendo, se socializando umas com as outras e do nada me veio o pensamento,
talvez não do nada afinal, QUE PORRA HÁ DE ERRADO COMIGO AFINAL?
Por que eu não consigo
apenas viver e parar de observar, por que eu não consigo ser como todo mundo
que não vive em um mundo a parte dos demais, alguém simplesmente automático,
alguém que sorri na hora certa, que fica triste na hora certa e, no entanto não
consegue dizer um simples bom dia se não for algo estritamente necessário?
Eu não sei dizer se isso e carência, pois sempre achei que essa
coisa de gente carente e frescura de gente fraca, mas o que mais explicaria
esse abismo que existe entre a minha pessoa e qualquer outra forma de vida “pensante”?
Ando bem deprimido por conta do meu atual quadro de
isolamento social, e claro que eu me esforço para permanecer nele, seja recusando
convites para os famosos “programas de índio” até convites que podem ser legais,
mas eu ainda assim não vou a eles por algum motivo, imagino que meu estado patológico
de fobia social esteja se agravando.
Ontem me perguntaram o motivo de eu ainda não estar
namorando, acho eu faz pelo menos uns bons seis meses ou mais que não apareço
com ninguém em casa, mas como posso explicar para pessoas normais o quanto uma
relação me parece desinteressante em todos os sentidos, e claro tem sempre o sexo,
mas sinceramente ando preferindo ficar trancado no meu quarto a ter algum contato
com quem quer que seja, possivelmente eu sou de fato doente, mas a verdade e
que me acostumei a ser infeliz, essa e talvez a verdade que eu não queria
admitir.
O que mais pode explicar meu estado de letargia social?
Minha mãe esteve na Bélgica por alguns meses, e eu aproveitei
todo esse tempo para de fato ficar realmente só, eu não sei se
estou me fazendo entender, talvez eu não me importe se alguém vai entender.
Desde
que descobri que escrever e uma forma de colocar para fora de uma forma mais
efetiva as minhas frustrações e um pouco do meu mundo, a quem se interessa em
perder alguns minutos lendo, eu tenho me encantado com essa possibilidade de
continuar vivendo no meu mundinho, e quem sabe poder estar ajudando alguma alma
perdida e sombria nesse mundo infeliz, mas sempre com um rostinho de felicidade
em cada esquina miserável dessa terra sem compaixão para com os que não sabem
como dar um sorriso, se não for com sinceridade.
Já te falei né que eu viajo nos teus textos,porquê o jeito que vc escreve parece que dá o movimento a sucessão de descrições que vc vai contando. Aí tem uma coisa que eu me identifiquei também que é o fato de observar tudo. De fato isso as vezes incomoda e deixa até a gnt menos espontâneo...
ResponderExcluirDeixa a gente doido você quer dizer né kkkkkk
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